A campanha Tirem As Mãos Da Venezuela foi lançada em Dezembro de 2002. Na altura a oposição reaccionária venezuelana tinha acabado de levar a cabo mais uma tentativa para derrubar o governo de Hugo Chávez e acabar com a revolução bolivariana. Um grupo de oficiais reaccionários congregou-se então na Praça Altamira, nas proximidades das zonas ricas e de classe média no Leste de Caracas, e apelou à “desobediência”.  Na mesma altura, a 3 de Dezembro, a oposição apelou a que fosse levada a cabo uma “greve nacional por tempo indeterminado”. Na realidade tal não passava de um bloqueio patronal. Os gestores e directores da empresa estatal PDVSA, com ordenados extremamente bem remunerados, organizaram simultaneamente uma sabotagem da indústria com o propósito de paralisar o país.

Paralelamente levou-se a cabo uma campanha de mentiras e desinformação tanto na comunicação social venezuelana como na comunicação social internacional. Tentou emitir-se a ideia de que na Venezuela existia um regime “autoritário” que se tinha tornado cada vez menos popular e que este estaria a ser contestado por uma greve geral e um movimento de massas por parte da oposição “democrática”.

Por essa razão Alan Woods, director da Corrente Marxista Internacional, fez um apelo em defesa da revolução bolivariana, de oposição à intervenção dos EUA na Venezuela e para assegurar que a veracidade da informação acerca do que estava realmente a acontecer na Venezuela chegava aos sindicatos e as movimentos trabalhistas do exterior. 

O apelo foi rapidamente acolhido por Jeremy Dear (então secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas Britânicos) bem como por outros líderes sindicalistas de topo no Reino Unido. A campanha espalhou-se rapidamente a outros países da Europa, da América Latina, da América do Norte, da Ásia e de África. Actualmente esta campanha conta com apoiantes em mais de 30 países em todo o mundo.

Temos sido incansáveis na organização de actividades de solidariedade para com a revolução bolivariana por intermédio de encontros públicos, exibição de filmes, abordando esta questão junto dos movimentos sindicalistas de vários países, organizando conferências ambulantes, apresentando moções aos Parlamentos nacionais e enviando delegações de solidariedade à Venezuela.

O labor desta campanha foi reconhecido pelo próprio presidente Chávez e em Abril de 2004 os representantes da Tirem As Mãos Da Venezuela destacaram-se no II Encontro Mundial de Solidariedade com a Revolução.

Os princípios base são os seguintes:

- Solidariedade para com a Revolução Bolivariana.
- Oposição à intervenção imperialista na Venezuela.
- Criar laços com o movimento revolucionário e sindicalista da Venezuela.

Caso concorde com estes princípios, participe!

Propósito

1 – Apoiar a Revolução Bolivariana, a qual tem provado repetidamente a sua natureza democrática, na luta para libertar os oprimidos da Venezuela.

2 – Defender a Revolução contra os ataques do imperialismo e dos seus agentes locais, a oligarquia venezuelana.

3 – Apoiar a nova confederação sindical, UNT, como sendo a legítima voz do movimento trabalhista.

4 – Rebater as distorções e as mentiras da comunicação social acerca da Venezuela e mobilizar o máximo de apoio possível na defesa destes pontos.

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