O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena veementemente e considera da maior gravidade as declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, proferidas ontem dia 11 de Agosto, onde afirma que a Administração norte-americana tem muitas opções para a Venezuela, incluindo a “opção militar”.

Estas inaceitáveis declarações de Trump colocam de novo em evidência o que há muito tem vindo a ser denunciado: que a desestabilização da Venezuela tem como principal responsável e promotor os EUA, que apoiam forças anti-democráticas e a violência de grupos fascistas com o objectivo de promover um golpe de Estado contra um país soberano, contra a sua Constituição, contra o seu legítimo governo, contra o seu povo.

Um golpe de Estado, atentatório da soberania e independência da República Bolivariana da Venezuela e direccionado contra todos aqueles que estão empenhados em construir um futuro de paz e de progresso social na Venezuela e um caminho de cooperação entre os povos da América Latina e Caraíbas livre da tutela e domínio dos EUA.

Recorde-se que estas declarações de Trump, que consubstanciam uma ameaça aberta de acção militar contra o povo venezuelano, não são um acto isolado dos EUA contra a Venezuela, recordemos, entre muitos outros exemplos: a ordem executiva de Obama, que declarou a Venezuela como uma ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e a política externa dos Estados Unidos; as declarações de sucessivos chefes do Comando Sul militar dos Estados Unidos – dirigido contra a América Latina e Caraíbas – relativamente a uma intervenção na Venezuela; ou as recentes declarações do director da CIA de aberta ingerência na situação venezuelana, assumindo abertamente a conspiração com os Governos da Colômbia e do México contra a Venezuela, não esquecendo as múltiplas e sucessivas sanções dos EUA contra este país.

Na sequência da grande participação popular na eleição da Assembleia Nacional Constituinte – demonstração de que o povo venezuelano rejeita a violência golpista, quer defender a paz e apoia o processo bolivariano –, os planos de ingerência, boicote económico e bloqueio financeiro dos Estados Unidos e seus aliados, incluindo a oligarquia reaccionária e anti-patriótica venezuelana, passam a uma nova e não menos perigosa fase.

O CPPC, reafirmando a sua firme solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela e o seu povo, apela a todos os amantes da paz, democratas, defensores da soberania dos Estados e dos direitos dos povos, a expressarem a sua condenação da ingerência externa contra a Venezuela.
Há que prosseguir a solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano e a sua luta contra a ingerência externa e a violência golpista e em defesa da soberania nacional e do seu direito ao progresso social.

Direcção Nacional do CPPC

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Propósito

1 – Apoiar a Revolução Bolivariana, a qual tem provado repetidamente a sua natureza democrática, na luta para libertar os oprimidos da Venezuela.

2 – Defender a Revolução contra os ataques do imperialismo e dos seus agentes locais, a oligarquia venezuelana.

3 – Apoiar a nova confederação sindical, UNT, como sendo a legítima voz do movimento trabalhista.

4 – Rebater as distorções e as mentiras da comunicação social acerca da Venezuela e mobilizar o máximo de apoio possível na defesa destes pontos.

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