O governo bolivariano mantém-se firme na busca de uma solução pacífica para o diferendo com a oposição e conta com a mobilização popular e a solidariedade internacional face à ingerência imperialista.

Segunda-feira, 6, o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano acusou o governo dos EUA de difamação e falso moralismo ao atribuir a Caracas, num relatório divulgado recentemente, alegadas resistências no combate ao terrorismo. As relações exteriores da Venezuela aconselham o governo norte-americano a «abandonar práticas de ingerência contrárias ao Direito Internacional».

O documento elaborado por Washington e a resposta do executivo bolivariano é mais um episódio na resistência venezuelana à ofensiva imperialista, cujo objectivo, sublinha o executivo liderado pelo presidente Nicolás Maduro, é substituir este por um «amigo dos EUA».

Na República Dominicana, encontram-se a ministra dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Delcy Rodríguez, o presidente do município de Libertador (àrea metropolitana de Caracas), Jorge Rodríguez, e o deputado do bloco bolivariano na Assembleia Nacional, Elías Jaua. A delegação insiste na continuidade do diálogo com representantes da oposição venezuelana, iniciado naquele país a 27 de Maio.

As conversações foram desencadeadas pelo governo venezuelano sob os auspícios da União de Nações Sul-Americanas e dos ex-chefes de Estado e de governo Rodríguez Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana) e Martín Torrijos (Panamá).

O processo significa uma vitória da Venezuela considerando que se adensou a ingerência contra o país, designadamente através da Organização de Estado Americanos (OEA). O secretário-geral da OEA, Luís Almagro, e as pretensões a que deu voz, acabaram derrotadas no passado dia 1 de Junho, quando os membros da organização recusaram, por consenso, abrir um procedimento contra a Venezuela por violação da Carta Democrática.

Caracas defende que a acção seria ilegítima, entre outras razões, porque viola normas da OEA como a solicitação do governo soberano do país em causa, ou a inexistência de uma situação em que o desenvolvimento do processo político-institucional democrático está impedido.

Combate

Os EUA e Luís Almagro tinham como objectivo dar força internacional à exigência da Mesa de Unidade Nacional de convocação de um referendo revogatório do mandato de Nicolás Maduro. O expediente corre os trâmites legais e nem a difícil situação económica na Venezuela parece dar-lhe mais força que a já ostentada pela oposição. Pelo contrário, nas ruas os bolivarianos têm evidenciado um crescente apoio, com mobilizações de milhares de pessoas e de vários sectores da sociedade em defesa da pátria e da revolução.

O governo bolivariano garante que as carências de bens essenciais resultam da sabotagem, do açambarcamento e da especulação com os preços, tendo por estes dias surgido provas de que a grande distribuição grossista e de retalho deixa apodrecer géneros para impor a ruptura no abastecimento. Nos supermercados das zonas abastadas não falta nada, como, aliás, demonstrou um executivo basco emigrado na Venezuela através da sua conta numa rede social.

JCP solidária

Presente na primeira reunião preparatória do 19.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que se realiza em Caracas, a Juventude Comunista Portuguesa aproveitou a oportunidade para se solidarizar «com os povos e a juventude que luta e resiste em defesa dos direitos conquistados e contra as tentativas de travar ou reverter os processos de libertação nacional e de afirmação soberana».

Em nota datada de 2 de Junho, a JCP realça que «estão em curso em vários pontos da América Latina operações de desestabilização levadas a cabo pelo imperialismo, acompanhadas por campanhas de desinformação e manipulação», dando como exemplos «as situações vividas no Brasil e Venezuela».

«Seja a pretexto do “combate à corrupção” ou pela “defesa da liberdade e democracia”, o imperialismo procura esconder os seus reais objectivos de domínio político e económico na região, recorrendo a velhas estratégias e demonstrando estar disposto para usar todos os meios ao seu dispor», acrescenta a JCP.

Fonte: Avante!

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Propósito

1 – Apoiar a Revolução Bolivariana, a qual tem provado repetidamente a sua natureza democrática, na luta para libertar os oprimidos da Venezuela.

2 – Defender a Revolução contra os ataques do imperialismo e dos seus agentes locais, a oligarquia venezuelana.

3 – Apoiar a nova confederação sindical, UNT, como sendo a legítima voz do movimento trabalhista.

4 – Rebater as distorções e as mentiras da comunicação social acerca da Venezuela e mobilizar o máximo de apoio possível na defesa destes pontos.

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