O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu, neste sábado (4), que a América Latina não ceda à "brutal pressão" dos Estados Unidos para isolar seu governo, que enfrenta oposição tanto em casa quanto internacionalmente. 

O chefe da Organização dos Estados Americanos (OEA), que a Venezuela enxerga como um peão da política dos EUA, pediu nesta semana por uma reunião de emergência para discutir uma possível censura do país por conta da violação de normas democráticas.

"Eu peço para que governos do continente mantenham a solidariedade, cooperação e compreensão e não cedam à brutal pressão para isolar a Venezuela", disse Maduro a líderes caribenhos em na cúpula dos chefes de estado e governo da Associação dos Estados do Caribe (AEC), em Havana.

À medida que a Venezuela se aprofunda em uma crise econômica que inclui falta de alimentos e medicamentos, disparada da inflação e saques esporádicos, protestos da oposição por um referendo para tirar o presidente crescem.

Maduro denunciou esse movimento como um golpe de Estado apoiado pelos EUA contra seu governo socialista. "A Venezuela não vai ceder, não vai se ajoelhar, vamos lutar com a mesma força que lutamos contra golpes e qualquer tipo de intervencionismo neste últimos 17 anos", disse.

O presidente também disse que o país exige "respeito a sua soberania" e a seu direito de decidir "seu sistema político, econômico e social" que corresponda à constituição e vida social da Venezuela.

Maduro afirmou que deseja manter diálogo com os setores da oposição para promover a estabilidade do país. "Esperamos que possamos criar diálogo [com a direita] sem que as regras do jogo sejam rompidas", disse.

Também chamou os países caribenhos para manter os laços de solidariedade na região. "Nós respeitamos os diferentes processos políticos e econômicos", disse. "Deve prevalecer o espírito de respeito e união na diversidade. Que nada pretenda se impor neste momento", afirmou.

Enquanto isso, na quinta-feira (2), um alto representante da diplomacia brasileira disse que o Brasil pode ajudar a bloquear a Venezuela de assumir a presidência rotatória do Mercosul, neste mês, em uma tentativa de evitar que Maduro fortaleça seu poder.

Fonte: G1

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1 – Apoiar a Revolução Bolivariana, a qual tem provado repetidamente a sua natureza democrática, na luta para libertar os oprimidos da Venezuela.

2 – Defender a Revolução contra os ataques do imperialismo e dos seus agentes locais, a oligarquia venezuelana.

3 – Apoiar a nova confederação sindical, UNT, como sendo a legítima voz do movimento trabalhista.

4 – Rebater as distorções e as mentiras da comunicação social acerca da Venezuela e mobilizar o máximo de apoio possível na defesa destes pontos.

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