A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, solicitou nesta sexta-feira à Chancelaria venezuelana e ao Executivo Nacional a expulsão do país do eurodeputado espanhol Luis Herrero, que iria cumprir funções como acompanhante internacional durante o processo eleitoral do próximo domingo, 15 de Fevereiro. 

Em declarações feitas na sala de imprensa do CNE, Lucena afirmou que Herrero incumpriu a normativa eleitoral ao julgar a actuação do máximo organismo eleitoral. 

Lucena recordou que, em declarações emitidas na manhã de sexta-feira, Herrero fez comentários contra a dignidade do Poder Eleitoral e atentou contra a tranquilidade que rege o processo eleitoral de 15 de Fevereiro. 

Nesse sentido, o CNE decidiu, de forma irrefutável- não emitir credencial como observador político ao eurodeputado espanhol, que tinha realizado esse pedido durante a tarde dessa sexta-feira. 

A presidente da entidade máxima eleitoral argumentou: “Não cabe aos observadores políticos nem aos acompanhantes internacionais julgar actuações do Poder Eleitoral e do processo eleitoral que está em curso. Isso está claramente estabelecido na normativa que rege este processo eleitoral e na normativa que rege as actuações tanto de acompanhantes internacionais como de observadores políticos”. 

A esse respeito, disse que todos os acompanhantes e observadores políticos estão sujeitos ao fiel cumprimento da normativa eleitoral. 

Por tal motivo, o CNE exortou ao Executivo Nacional que desse cumprimento ao pedido do órgão eleitoral, de convidar o eurodeputado Luis Herrero a retirar-se do país. 

“Esta decisão do Poder Eleitoral tem como finalidade preservar o clima de paz e de harmonia que prevaleceu neste processo eleitoral, em face das eleições de 15 de Fevereiro”, afirmou Lucena. 

O eurodeputado espanhol, que é membro do Partido Popular Espanhol - o qual possui vínculos com os partidos venezuelanos Copei PP, Primero Justicia e Un Nuevo Tiempo - criticou fortemente a decisão do CNE de prolongar o acto eleitoral até às 6:00 da tarde. 

Durante as suas declarações afirmou: “Temo que possa ser utilizada essa hora nocturna para fazer algum tipo de manobra que não seja legal, que não seja democrática”. Também comentou que se trata de “um referendo que Chávez já perdeu há um ano atrás” e convido a população a “votar em liberdade e que jamais votem deixando-se levar pelo medo que premeditadamente ‘um ditador’ está a tentar impor”.

Publicado originalmente em 14 de Fevereiro de 2009.

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