Nota: Antes da Crise do Subprime, da Crise do Crédito, da Crise Financeira, da Crise da Indústria Automóvel, etc. em meados de 2007 a Venezuela estava assim. E parece-me que estava bem.

Venezuela: Salário mínimo sobe e horas de trabalho descem 
1 de Maio de 2007

O salário mínimo na Venezuela será aumentado em 20 por cento, atingindo os 286 dólares (215 euros) e a jornada de trabalho passa de oito para seis horas diárias, anunciou o Presidente Hugo Chávez na segunda-feira.

Com esta subida, que entra em vigor no Dia do Trabalhador, o salário mínimo será de 614.790 bolívares e "é agora o mais alto da América do Sul", disse Chávez.

"Estávamos em terceiro lugar na América do Sul. Agora passamos ao primeiro lugar com este aumento", disse, numa comunicação televisiva, onde referiu que em alguns países, que não nomeou, o salário mínimo não chega aos 100 dólares (75 euros).

Ao salário mínimo há que acrescentar a "cestaticket", uma espécie de cheque obrigatório a que estão vinculados os empregadores públicos, embora nem todos os privados, para aquisição de alimentos por parte dos trabalhadores, o que eleva o rendimento mínimo mensal para um milhão de bolívares (465 dólares, 350 euros), anunciou Chávez.

Sobre a redução do horário laboral de oito para seis horas diárias, Chávez disse que seria progressiva, prevendo que ajudará a reduzir o desemprego, que se cifra actualmente em dez por cento da força laboral, cerca de 1,2 milhões de desempregados.

Antes, o ministro das Finanças, Rodrigo Cabezas, declarou que o salário mínimo nacional se ficaria pelos 83,81 dólares (63 euros), "se o Governo tivesse seguido as recomendações da [confederação patronal] Fedecámaras", uma das instâncias da oposição a Chávez que foram consultadas sobre o aumento.


Nota: E no ano seguinte estava assim... As Crises Financeiras e Económicas sucessivas já começavam a fazer estragos no mundo, mas não na Venezuela.

Crescimento do PIB da Venezuela é o mais alto da América Latina com 8,4% em 2007
13 de Janeiro de 2008 (informações da Agência Bolivariana de Notícias)

O presidente da República Hugo Chávez Frías destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela em 2007, que foi de 8,4%, o mais alto da América Latina.

Durante a apresentação de seu informe de gestão diante da Assembléia Nacional (AN), o Chefe de Estado recordou que este crescimento tem sido constante nos últimos quatro anos, sendo a média nesse período de 11,8%, que é um dos mais altos do mundo.

“Devemos recordar que, em 1998, o PIB cresceu apenas 0,3%. Nunca na história econômica nosso país havia experimentado um aumento neste nível e, este ano, tudo indica que vamos continuar pela senda do crescimento econômico”, disse.

Informou que o nível geral de preços anual (inflação) ficou em 22,5% e reconheceu que “ainda é muito alta e está aí uma das matérias nas quais aceito que estamos reprovados, mas este ainda é um dos flagelos mais difíceis de erradicar já que tem raízes estruturais nos custos crescentes”.

Sem embargo, indicou que apesar de que a cifra da inflação não foi a desejada para 2007, nos últimos nove anos a média desta variável ficou em 19,67%. “Mas nos dois governos anteriores ao nosso esta cifra foi superada em mais que o dobro: já que de 1989 a 1993 foi de 45,3%, e de 1994 a 1998 foi de 59,4%, com um ano em que, inclusive, passou de 100%”.

Para contra-arrestar o impacto da inflação, explicou, se deu ênfases no aumento progressivo do salário mínimo, que em 2007 ficou em 614 mil 790 Bs. (614,790 Bs.F.) sem incluir a cesta ticket, beneficiando a dois milhões 58 mil 373 trabalhadores no setor público e privado.

“O salário mínimo do nosso país es um dos mais altos da América Latina, com 286 dólares mensais. Em 1997,  o salário ficava em 157 dólares, razão pela qual quase dobramos o ingresso de nossos trabalhadores na última década”, disse.

Assim, destacou que, com este incremento progressivo, ficou favorecida a capacidade de ingresso da clase E, que aumentou em cerca de 400%, e da clase D em quase 300%.


Nota: E finalmente em 2009, a Venezuela está assim, segundo os camaradas do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (sigla MR-8,que lutaram de armas na mão contra a Ditadura Militar brasileira de 1964-1985).
  
Salário mínimo venezuelano aumentou 689% em década com Chávez e pobreza foi reduzida
4 de Fevereiro de 2009

“Há dez anos a Venezuela era um dos países mais desiguais da América Latina, e temos que considerar que a América latina é um dos continentes mais desiguais do planeta, portanto era um dos países mais desiguais do mundo. Hoje, a Venezuela é o país menos desigual da América latina, se não considerarmos Cuba”, afirmou o presidente Hugo Chávez, comemorando o décimo aniversário de sua chegada ao poder, no dia 2 de fevereiro de 1999, quando ganhou as eleições com 56,2% dos votos.

Graças à opção de colocar a riqueza do petróleo a serviço do povo venezuelano e da nação, nesses dez anos a Venezuela passou por grandes transformações. O percentual de venezuelanos que vivia na pobreza extrema, que era de 20,1% em 1999, caiu pela metade, para 9,5% em 2007, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Já o total de venezuelanos pobres, que era metade da população em 1999, diminuiu para cerca de um terço (31,5%). Até o ex-diretor do Banco Central da Venezuela, Domingo Maza Zavala, admitiu à BBC que “os setores sociais antes marginalizados e excluídos, realmente saíram da pobreza crítica, estão melhor, ninguém pode negar isso. Os que não comiam nem o suficiente, agora estão comendo”.

Nesse período, o desemprego caiu pela metade, de 12% para 6,1%; enquanto o setor formal da economia passou de 46% em 1999 para 57% no final de 2008, de acordo com o INE, o Ibge de lá. O salário-mínimo subiu de o equivalente a US$ 47 em 1999 para US$ 371(hoje), o que o torna o mais alto da América Latina. De acordo com pesquisa da consultoria Datanálisis, nos últimos oito anos o consumo das classses E e D aumentou em 22%. Além do salário, os trabalhadores recebem, mensalmente, um bônus-alimentação equivalente a US$ 139,5. E, desde 1999, o aumento das pensões acompanha o aumento do salário-mínimo.

EDUCAÇÃO: 7% DO PIB

A parcela do PIB destinada à educação quase dobrou, de 3,9% do PIB, para os atuais 7%. Fruto desse investimento, o país foi declarado pela UNESCO território livre de analfabetismo, com 99,6% da população maior de 15 anos alfabetizada. 1,6 milhão de adultos foram alfabetizados no período de dois anos e mais 3,4 milhões de pessoas foram graduadas em outros programas educacionais.

Para a saúde, são destinados 4,2% do PIB, garantindo o acesso gratuito ao atendimento médico a todos os venezuelanos. A situação de quase total privatização da saúde, e falta de assistência foi revertida por meio do programa social de nome “Bairro Adentro”, que beneficia 90% da população. Foram criados Consultórios Populares, Centros Médicos de Diagnóstico Integral, Salas de Reabilitação, Centros Médicos de Alta Tecnologia, Clínicas Odontológicas, Óticas Populares e Pronto Socorros. O povo, que padecia nas filas nos hospitais e não conseguia atendimento, agora conta com médico a duas quadras de casa, graças ao programa de médico da família. Nas vésperas da posse de Chávez eram 1,6 mil os médicos que prestavam o atendimento primário para 23,4 milhões de pessoas, e a maior parte não queria nem ouvir falar de subir uma favela. Atualmente, são 19,6 mil médicos, enfermeiras e técnicos, graças à ajuda de Cuba. Em conseqüência, a mortalidade infantil desabou de 21,4 por cada mil nascidos em 1998, para 13,7 por mil em 2007.


Publicado originalmente em 3 de Março de 2009.

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1 – Apoiar a Revolução Bolivariana, a qual tem provado repetidamente a sua natureza democrática, na luta para libertar os oprimidos da Venezuela.

2 – Defender a Revolução contra os ataques do imperialismo e dos seus agentes locais, a oligarquia venezuelana.

3 – Apoiar a nova confederação sindical, UNT, como sendo a legítima voz do movimento trabalhista.

4 – Rebater as distorções e as mentiras da comunicação social acerca da Venezuela e mobilizar o máximo de apoio possível na defesa destes pontos.

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